sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Fragilidade

Pavel Titovich
Preciso que escrevas claro, cristalino, meu nome no teu céu,
qualquer um, todos eles, dos tantos que me dei pra te amar,
e que grites até ficares rouco, que por mim és louco,
(...sinto-me tão pequena, insegura, cósmica poeira,  neste mar, povoado de estrelas).

Preciso que me tatues, brades ao mundo que és meu e que sou tua,
amarre-me aos teus pés,
como algemas, nossas peles, nossas almas nuas,
(... tão solta, como se qualquer brisa,  um bater de asas, fosse de ti, me apartar).

Preciso, que de mim precises, e que sem mim, te falte o ar,
pois de ti preciso, mesmo sem  nenhum direito,
como um rio precisa do seu leito,
(...tão perdida, criança, guiada apenas, por  fios de esperança, que a qualquer momento,  o inesperado pode quebrar).  
  
É cedo, trago ainda nos  meus lábios os teus beijos, 
mas, longe antes de partires, me desespero  a pensar,
que tua boca, um dia possa, da minha se afastar,
(... que faço eu então, para voltar a respirar?).

Preciso tanto de ti, amor, de ti preciso tanto,
embora saiba, que a ti, não tenha nenhum direito,
(...como um rio,  que para existir,  
precisa do seu leito).



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