
Se a mim tu perguntares
Porque continuo aqui vindo,
Ainda a falar-te de amor
E a deixar flores em tua porta
Mesmo que nunca sejam
Por ti recolhidas
Te direi – Não o sei
Nem a mim mesma mais eu pergunto
Faço-o como o expelir
Da lava de um vulcão
Por séculos pensado extinto
Mas, por ti, em ti, pra ti
Pra sempre agora - em plena ebulição
Faço-o sem pensar,
Sem planejar, só instinto
Como um relampejar,
Numa noite de verão
Mesmo que depois sinta apenas
Que mesmo a transbordar tanta energia
Gotejam me o espírito apenas
Gotas frias
No meio do calor das orgias
Trago te aqui minha alma
Aberta, escancarada
Sem enfeites e sem canção
Sem laços cor de rosa
Crua e densa como um aço
Mas transparente como cristal
Não, não sei - não sei porque o faço
Faço sem nada esperar
Já ouvi que tens o coração fechado
E o amor palavra inventada
Para embelezar o discurso
Não sei se falas o que sentes
Mas deixa me dizer te entretanto
O pouco que posso ver
No teu espírito irrequieto
E na tua alma atormentada
Nas palavras que tu vertes
Fala te de um fé em que não crês
Assim - continuo vindo
Ate que me digas - não
Não será a primeira vez
Matando me o coração
Morrendo por ti mil vezes
Como Fênix, renascendo das cinzas
Para uma minha nova re (invenção)
Não, não sei porquee que o digo, ou o porque o faço
Só sei que não é uma escolha
Minha vinda é por uma forca invisível, empurrada
A minha real essência por séculos forjada
Escondida, finalmente vejo me em ti
Palavras ásperas, em tua face dura e fria
Como numa face polida e espelhada
A minha alma (quem sem ti - vazia).
E tu vendado, em tua louca procura
Buscas na carne
O que só se encontra na alma
Venho talvez pra te dizer
Com uma pequena esperança talvez
Que me ouças sem tuas vendas
E de verdade consigas me ver
Meu amor, achei o que procurava
Quando a ti eu encontrei
E tu, meu amor, o que procuras?
Porque continuo aqui vindo,
Ainda a falar-te de amor
E a deixar flores em tua porta
Mesmo que nunca sejam
Por ti recolhidas
Te direi – Não o sei
Nem a mim mesma mais eu pergunto
Faço-o como o expelir
Da lava de um vulcão
Por séculos pensado extinto
Mas, por ti, em ti, pra ti
Pra sempre agora - em plena ebulição
Faço-o sem pensar,
Sem planejar, só instinto
Como um relampejar,
Numa noite de verão
Mesmo que depois sinta apenas
Que mesmo a transbordar tanta energia
Gotejam me o espírito apenas
Gotas frias
No meio do calor das orgias
Trago te aqui minha alma
Aberta, escancarada
Sem enfeites e sem canção
Sem laços cor de rosa
Crua e densa como um aço
Mas transparente como cristal
Não, não sei - não sei porque o faço
Faço sem nada esperar
Já ouvi que tens o coração fechado
E o amor palavra inventada
Para embelezar o discurso
Não sei se falas o que sentes
Mas deixa me dizer te entretanto
O pouco que posso ver
No teu espírito irrequieto
E na tua alma atormentada
Nas palavras que tu vertes
Fala te de um fé em que não crês
Assim - continuo vindo
Ate que me digas - não
Não será a primeira vez
Matando me o coração
Morrendo por ti mil vezes
Como Fênix, renascendo das cinzas
Para uma minha nova re (invenção)
Não, não sei porquee que o digo, ou o porque o faço
Só sei que não é uma escolha
Minha vinda é por uma forca invisível, empurrada
A minha real essência por séculos forjada
Escondida, finalmente vejo me em ti
Palavras ásperas, em tua face dura e fria
Como numa face polida e espelhada
A minha alma (quem sem ti - vazia).
E tu vendado, em tua louca procura
Buscas na carne
O que só se encontra na alma
Venho talvez pra te dizer
Com uma pequena esperança talvez
Que me ouças sem tuas vendas
E de verdade consigas me ver
Meu amor, achei o que procurava
Quando a ti eu encontrei
E tu, meu amor, o que procuras?
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