
Falar-te-ei de amor todos os dias
Quando nem lembrares que eu existo
Nem me reconhecer nos meus escritos
Falar-te-ei de amor mesmo quando
O meu amor renegares...
Falar-te-ei de amor nos meus silëncios
Assim como também nos meus gritos
Nos meus beijos escondidos
No meu gemer aflito
No fogo que consome
Na penumbra do meu quarto
Me extasiando em ti enquanto grito
Existo!
Falar-te-ei de amor mesmo quando
Digo que em ti não acredito
Quando lembrando do teu riso doce
De tuas palavras de amor e luxuria divagantes
Penso, és louco
De uma loucura inebriante
Falar-te-ei de amor sempre
Mesmo quando a ti não diga nada
Apenas que com o olhar extasiado
Pense – sabia que virias!
Ou a minha existência
Não teria tido sentido
Falar-te-ei de amor pra sempre
Mesmo quando digo – esqueça que eu existo!
Falar-te-ei de amor sempre
Mesmo quando em outros braços te jogares
E eu disser-te não posso mais
Falo te de amor - mas nem sei porque o faço
Sabendo que pra ti fui apenas mais uma
Mas por mais que não o queira
Só de lembrar de ti
As palavras me brotam da alma
Sem censura e sem freios como num orgasmo
E sinto,
Existo!
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