quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Aparências






Assim como o meu amor

As estrelas distantes são astros estranhos

Parecem pequenas, insignificantes

Perdidas no infinito

De um infinito numero de astros

Que com luzes mais brilhantes

Atraem aos sentidos mais comuns ...



Assim como o meu amor

As estrelas produzem luz própria

Por uma forca desconhecida

Feita de caos, choques e explosões

Reinventando-se, renascendo

A cada episodio em que parece

Que vai tornar-se apenas cinzas

Transformando-se em luz ...



Assim como o meu amor

Quando vista de mais perto

Assustam aos que não compreendem

Sua origem, razão de ser e magia

Não percebem

Que a luz das estrelas origina se exatamente

Da sua cisão constante, da sua explosões internas,

Da sua eterna transformação

Sendo isto que as faz brilhar



Assim como o meu amor

Embora estejam sempre lá

Nem sempre enxergamos

O seu verdadeiro brilho

Nem percebemos que lá está

Assim como o meu amor

Embora não as possamos tocar

Por estarem tão longe do alcance

Sua energia pode até ser maior que a da estrela Sol

Que pensamos ser a maior estrela que há

Porque é a que está mais próxima

E que parece brilhar mais

E que parece arder mais



Assim como o meu amor

É uma estrela distante

Que no meio de tantas outras

Parece nem brilhar

Mas que queima tão ardentemente

Que se a tocares poderá queimar-te....



E embora (ou apesar de), não ter espectadores

Sem teus olhos a lhe mirar

Sem tuas mãos abertas e os teus dedos

Tal como borboletas noturnas

A provocar-lhe o desejo

Luz intensa insiste em produzir

Explodindo-se intimamente

Sem tu para compartir...

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