Quantas não foram as vezes que te quis falar de amor, e que calei-me contudo, na esperança que meu silencio, te dissesse tudo ... Quantas não foram as vezes, em que te falei de política, religião, crise no Afeganistão, até mesmo de tesão, quando tudo que queria que ouvisses, fosse a voz do coração ...Quantas vezes não sonhei, em ter-te pertinho, ao alcance da minha mão, assim tendo a certeza, que mais do que qualquer coisa que dissesse, falaria-te tudo apenas,
ao tocar as tuas mãos.
Sonhei em te enlaçar suave, rocando leve meus lábios na tua nuca, pescoço, teu perfume me embriagando, terno beijo, um soprar leve, sentindo teu halito morno, e a curva dos teus labios, mordiscando. Penso tudo isto, mas me sinto perdida, sem inspiração, perco - me nestas rimas e métricas pobres,
Queria tanto falar-te de amor, mas as palavras, tão imperfeitas, não tem a forca de um espelho, elas minha unica ponte a ti, esta noite barram me caminho, convenço-me quão pobre são ao querer falar-te de amor, e não somente de tesão... Amor, como um dia quisera, ter um dia a fortuna, de no silencio das palavras, ouvir o som mais limpido, reinventando para sempre, a linguagem do amor, escreveria –te o meu mais belo poema, no silencio de uma canção...
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