
Chegaste de repente
E em mim te instalastes
Sem eu mesma me dar conta
Em sensaçoes de eterno, infinito
E do final da procura
Com aquele tipo de certeza
Que só se tem
Apenas uma vez ...
Embora não nos demos conta
É isto que infalivelmente procuramos
Todos nós – eu, voce, ele, eles
Em cada corpo que amamos,
Cada boca que beijamos,
Cada gozo que gozamos
Nos segundos que em extase
Sentimos que o mundo para
(ou gira loucamente),
A paz se instala
(ou o caos se apresenta)
Quando a vontade de morrer se confunde
Com a de vida plena
Descobrindo a que viemos
O momento em que dizemos –
“ então é isso, é isso, é isso...”
Não dura muito é verdade,
Mas em o sabendo reconhecer,
Durará o suficiente
E poucos a sentirão
Terão esta certeza,
A maioria continuará numa busca ingloria
Sem saber o que procuram
Ou buscando no lugar errado
Talvez só encontremos na chamada “alma gêmea”
Mas não nos enganemos – não é aquela que é igual
Isto é um mito
Alma gêmea é um espelho,
Onde imagens côncavas e convexas
Se complementam
Mostra tudo que te prende,
O que te falta, o que te excede
Chama-te a atenção para tu mesmo,
Para que em querendo, te refacas Derrubam as tuas paredes
Te acordam com um tapa
Mostram uma outra camada de ti mesmo....
Felizes (ou infelizes) serão sempre
Os que desta certeza provam
E a alma gêmea encontram
E eu, feliz (ou infelizmente) já a tendo encontrado,
Já sei a que vim,
E o que o que significa ser…
Possuirei – te para sempre nos meus sonhos,
Louca e contraditoriamente
Embriagados de musica, champagne e de Chanel,
De suores, tesão e dor, lagrimas e risos,
Gemidos abafados, gritos profanos,
Deus e o Diabo, anjos e demonios
Achando me no universo...
A procura finda
Espero que um dia a tua também acabe,
E sintas este tipo de certeza...
Quando este dia chegar,
Tu o saberás, assim como eu o soube...
Porque tu, assim como eu, lê almas
(embora apenas as gêmeas), vês demais...
E isso faz toda a diferença...
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